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Facebook estuda métodos para monetizar conteúdo original

O Facebook pode introduzir em breve uma nova forma para incentivar criadores de conteúdo a compartilharem seu material na rede social: uma pesquisa distribuída esta semana para um seleto grupo de perfis verificados incluía perguntas sobre qual o melhor método para fazer dinheiro com postagens.

Primeiro vamos explicar uma coisa: o Zuckerberg não vai dar dinheiro para autores de textões e fanfics. O que o Facebook pretende é aumentar cada vez mais o muro de seu jardim, desestimulando o usuário da rede social a procurar conteúdos fora da rede social. Várias medidas já foram tomadas nesse sentido, desde dar prioridade a seu próprio player de vídeo como proibir compartilhamento de links de redes externas, como o Tsu. O WhatsApp também restringe o compartilhamento de links do Telegram, mas essa é uma outra história.

Os Instant Articles são a nova tentativa do Facebook em manter o usuário o tempo todo dentro da rede. Produtores de conteúdo poderão usar a ferramenta para editar seus artigos, dando uma cara mais profissional e atraente a eles e claro, inserindo todo o conteúdo no site ao invés de fornecer um link externo. Pense no Facebook como um leitor de feeds estiloso, tal qual o Apple News. É por aí.

Embora o recurso agora esteja liberado para todo e qualquer produtor de conteúdo que deseja se inscrever, nem todos terão em tese a oportunidade de monetizar suas postagens. Em primeiro lugar, isso seria restrito apenas a contas verificadas. Segundo, é óbvio que o Facebook dará prioridade aos grandes veículos de mídia. Atualmente os Instant Articles já veiculam ads, esta seria uma forma de fazer dinheiro aceitável e mais transparente.

Outra seria a de adicionar uma “caixinha de gorjetas” nas páginas, para que o leitor deixasse um trocado diretamente na conta da página. Uma outra alternativa é a veiculação de anúncios entre as sugestões apresentadas após a exibição de vídeos. Conteúdo patrocinado (publieditoriais endossados pelo Facebook ou parceiros, por exemplo) também estariam entre as alternativas.

O Facebook disse ao The Verge que ainda está na fase de feedback, coletando as opiniões de todos que foram questionados. Não seria nada como permitir o surgimento de “Facebookers”, está mais como uma forma de engajar os grandes produtores de conteúdo e concorrer com outras plataformas que já remuneram os autores, como o YouTube.

Fonte: MeioBit